As células-tronco são células não
especializadas que tem a capacidade de se dividir indefinidamente num meio de
cultura e dar origem à células especializadas. As células-tronco embrionárias são as células chamadas de pluripotentes, pois têm a capacidade
de se transformar em qualquer tipo de célula adulta. São encontradas no
interior do embrião, quando ele está no estágio conhecido como blastocisto. Já as células-tronco
adultas são células obtidas, principalmente, na medula óssea e no sangue
do cordão umbilical, elas têm capacidade de se dividir e gerar tanto uma nova
célula idêntica e com o mesmo potencial, como outra diferenciada. São chamadas
de multipotentes por serem menos versáteis que as células-tronco embrionárias.
Quanto as suas aplicações podemos citar sua utilização com
fins terapêuticos, que tem se tornado cada vez mais promissora, principalmente
para pessoas com doenças degenerativas e com danos ao sistema nervoso. Também
são muito úteis no combate às doenças cardiovasculares, neurodegererativas, mal
de Parkinson, diabetes juvenil e lesões na medula.
As células-tronco pluripotentes têm a capacidade de gerar células
dos três folhetos embrionários (tecidos primordiais do estágio inicial do desenvolvimento
embrionário, que darão origem a todos os outros tecidos do organismo). Em
oposição às células-tronco totipotentes, as células pluripotentes não podem
originar um indivíduo como um todo porque não conseguem gerar tecidos
extra-embrionários. Recentemente,
cientistas desenvolveram uma técnica para reprogramar geneticamente células
adultas diferenciadas para um estado pluripotente. As células geradas por essa
técnica são chamadas de células-tronco de pluripotência induzida e apresentam
características muito parecidas com as células-tronco pluripotentes extraídas
de embriões.
A partir disso, Shinya Yamanaka da
Universidade de Tokyo revelou em agosto de 2006 que conseguiu através de
células epiteliais de camundongos e um coquetel de genes, transformá-las em
células tronco, com as mesmas características das embrionárias. A reprogramação
pode ser feita com diversos tipos celulares mas geralmente são usadas células
da pele.
Há várias razões relacionadas à importância
do isolamento de células tronco pluripotentes humanas, para a ciência e para os
avanços da medicina. Num nível mais fundamental, as células-tronco
pluripotentes podem ajudar a compreender os eventos complexos que ocorrem
durante o desenvolvimento humano. As pesquisas com células troncos humanas
podem mudar dramaticamente a maneira pela qual desenvolvemos novas drogas e
novos testes para as mesmas.
Talvez a aplicação mais difícil de se
concretizar seja a geração de células e tecidos para o uso em "terapias
celulares", também possibilitaria oferecer uma fonte renovável de células
e tecidos para tratar de uma variedade de doenças como Mal de Parkinson, de
Alzheimer, diabetes, queimaduras osteoartrites e etc. Mas ainda há diversas
discussões e debates sobre a utilização desses embriões para produzir
células-tronco, é necessário haver uma autorização quanto a doação de embriões,
ainda é preciso assegurar métodos rigorosos de pesquisa e testes para
garantir segurança e eficácia a longo prazo.
Acredito que com o tempo e pesquisas mais profundas sobre as
células-tronco e seus embriões finalmente chegaremos a uma resposta mais
concreta quanto sua utilização e sua eficácia. Ainda que haja a discussão entre
religião e ciência que é sempre presente, entendo que em um momento um acordo
será determinado, pois os cientistas estão convictos que podem achar um método
de preservar o embrião, o que no momento não é preservado e também é o motivo
da briga.
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