quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Células-tronco e pluripotência


As células-tronco são células não especializadas que tem a capacidade de se dividir indefinidamente num meio de cultura e dar origem à células especializadas. As células-tronco embrionárias são as células chamadas de pluripotentes, pois têm a capacidade de se transformar em qualquer tipo de célula adulta. São encontradas no interior do embrião, quando ele está no estágio conhecido como blastocisto. Já as células-tronco adultas são células obtidas, principalmente, na medula óssea e no sangue do cordão umbilical, elas têm capacidade de se dividir e gerar tanto uma nova célula idêntica e com o mesmo potencial, como outra diferenciada. São chamadas de multipotentes por serem menos versáteis que as células-tronco embrionárias.
Quanto as suas aplicações podemos citar sua utilização com fins terapêuticos, que tem se tornado cada vez mais promissora, principalmente para pessoas com doenças degenerativas e com danos ao sistema nervoso. Também são muito úteis no combate às doenças cardiovasculares, neurodegererativas, mal de Parkinson, diabetes juvenil e lesões na medula.
As células-tronco pluripotentes têm a capacidade de gerar células dos três folhetos embrionários (tecidos primordiais do estágio inicial do desenvolvimento embrionário, que darão origem a todos os outros tecidos do organismo). Em oposição às células-tronco totipotentes, as células pluripotentes não podem originar um indivíduo como um todo porque não conseguem gerar tecidos extra-embrionários. Recentemente, cientistas desenvolveram uma técnica para reprogramar geneticamente células adultas diferenciadas para um estado pluripotente. As células geradas por essa técnica são chamadas de células-tronco de pluripotência induzida e apresentam características muito parecidas com as células-tronco pluripotentes extraídas de embriões.
A partir disso, Shinya Yamanaka da Universidade de Tokyo revelou em agosto de 2006 que conseguiu através de células epiteliais de camundongos e um coquetel de genes, transformá-las em células tronco, com as mesmas características das embrionárias. A reprogramação pode ser feita com diversos tipos celulares mas geralmente são usadas células da pele.
Há várias razões relacionadas à importância do isolamento de células tronco pluripotentes humanas, para a ciência e para os avanços da medicina. Num nível mais fundamental, as células-tronco pluripotentes podem ajudar a compreender os eventos complexos que ocorrem durante o desenvolvimento humano. As pesquisas com células troncos humanas podem mudar dramaticamente a maneira pela qual desenvolvemos novas drogas e novos testes para as mesmas.
Talvez a aplicação mais difícil de se concretizar seja a geração de células e tecidos para o uso em "terapias celulares", também possibilitaria oferecer uma fonte renovável de células e tecidos para tratar de uma variedade de doenças como Mal de Parkinson, de Alzheimer, diabetes, queimaduras osteoartrites e etc. Mas ainda há diversas discussões e debates sobre a utilização desses embriões para produzir células-tronco, é necessário haver uma autorização quanto a doação de embriões, ainda é preciso assegurar métodos rigorosos de pesquisa e testes para garantir segurança e eficácia a longo prazo.
Acredito que com o tempo e pesquisas mais profundas sobre as células-tronco e seus embriões finalmente chegaremos a uma resposta mais concreta quanto sua utilização e sua eficácia. Ainda que haja a discussão entre religião e ciência que é sempre presente, entendo que em um momento um acordo será determinado, pois os cientistas estão convictos que podem achar um método de preservar o embrião, o que no momento não é preservado e também é o motivo da briga.

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