quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Energia limpa e renovável

       Energia não é o tipo de palavra que podemos dar uma definição certa, nós simplesmente a sabemos. Alguns cientistas até dizem que a ciência não é capaz de definir a mesma, ao menos como um conceito independente, ou seja, energia tem, na verdade, um conceito abstrato. Observamos na natureza diversos processos onde a energia está sempre presente, se transformando de forma constante.
       Há vários tipos de energia, tais como a nuclear, térmica, elétrica, solar, eólica, hidrelétrica, etc. A energia nuclear é a energia concentrada no núcleo do átomo, a térmica está associada à agitação térmica de átomos e moléculas, a elétrica pode ser definida como a capacidade de trabalho de uma corrente elétrica, a solar provém do sol, sendo transmitida por radiação, a eólica é obtida através do vento, e a hidrelétrica através das fortes correntes de água.
       Atualmente ouvimos muito a expressão “Energia limpa” a mesma significa como o próprio nome já diz aquela que não polui o meio ambiente, temos como exemplo a eólica, solar e a hidrelétrica, cujas obtenções já foram citadas acima. A energia limpa pode ser considerada uma energia renovável, porque é produzida a partir de recursos renováveis, extraídos da natureza.
       As fontes renováveis de energia são capazes de fornecer essa energia com combustíveis que não se esgotarão (vento, sol, água, etc.), mas eles não são necessariamente combustíveis, ou seja, produzem combustão, alguns são capazes de produzir energia através de reações eletroquímicas, ou de forma mecânica.
       Pessoalmente, acredito que a energia solar é uma das fontes mais limpas que possuímos, pois o sol está presente diariamente, nem sempre de forma extremamente forte, mas suas radiações estão presentes quase que todos os dias. Muitas casas e empresas já optaram pela mesma, utilizando de painéis solares capazes de captar esses raios. A única desvantagem que oferece é o alto custo dos painéis, que eu acredito que com o tempo se tornará mais barato e eficaz.

domingo, 11 de novembro de 2012

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Eduarda Fellomena: http://eduardafellomena.blogspot.com.br/
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quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Células-tronco e pluripotência


As células-tronco são células não especializadas que tem a capacidade de se dividir indefinidamente num meio de cultura e dar origem à células especializadas. As células-tronco embrionárias são as células chamadas de pluripotentes, pois têm a capacidade de se transformar em qualquer tipo de célula adulta. São encontradas no interior do embrião, quando ele está no estágio conhecido como blastocisto. Já as células-tronco adultas são células obtidas, principalmente, na medula óssea e no sangue do cordão umbilical, elas têm capacidade de se dividir e gerar tanto uma nova célula idêntica e com o mesmo potencial, como outra diferenciada. São chamadas de multipotentes por serem menos versáteis que as células-tronco embrionárias.
Quanto as suas aplicações podemos citar sua utilização com fins terapêuticos, que tem se tornado cada vez mais promissora, principalmente para pessoas com doenças degenerativas e com danos ao sistema nervoso. Também são muito úteis no combate às doenças cardiovasculares, neurodegererativas, mal de Parkinson, diabetes juvenil e lesões na medula.
As células-tronco pluripotentes têm a capacidade de gerar células dos três folhetos embrionários (tecidos primordiais do estágio inicial do desenvolvimento embrionário, que darão origem a todos os outros tecidos do organismo). Em oposição às células-tronco totipotentes, as células pluripotentes não podem originar um indivíduo como um todo porque não conseguem gerar tecidos extra-embrionários. Recentemente, cientistas desenvolveram uma técnica para reprogramar geneticamente células adultas diferenciadas para um estado pluripotente. As células geradas por essa técnica são chamadas de células-tronco de pluripotência induzida e apresentam características muito parecidas com as células-tronco pluripotentes extraídas de embriões.
A partir disso, Shinya Yamanaka da Universidade de Tokyo revelou em agosto de 2006 que conseguiu através de células epiteliais de camundongos e um coquetel de genes, transformá-las em células tronco, com as mesmas características das embrionárias. A reprogramação pode ser feita com diversos tipos celulares mas geralmente são usadas células da pele.
Há várias razões relacionadas à importância do isolamento de células tronco pluripotentes humanas, para a ciência e para os avanços da medicina. Num nível mais fundamental, as células-tronco pluripotentes podem ajudar a compreender os eventos complexos que ocorrem durante o desenvolvimento humano. As pesquisas com células troncos humanas podem mudar dramaticamente a maneira pela qual desenvolvemos novas drogas e novos testes para as mesmas.
Talvez a aplicação mais difícil de se concretizar seja a geração de células e tecidos para o uso em "terapias celulares", também possibilitaria oferecer uma fonte renovável de células e tecidos para tratar de uma variedade de doenças como Mal de Parkinson, de Alzheimer, diabetes, queimaduras osteoartrites e etc. Mas ainda há diversas discussões e debates sobre a utilização desses embriões para produzir células-tronco, é necessário haver uma autorização quanto a doação de embriões, ainda é preciso assegurar métodos rigorosos de pesquisa e testes para garantir segurança e eficácia a longo prazo.
Acredito que com o tempo e pesquisas mais profundas sobre as células-tronco e seus embriões finalmente chegaremos a uma resposta mais concreta quanto sua utilização e sua eficácia. Ainda que haja a discussão entre religião e ciência que é sempre presente, entendo que em um momento um acordo será determinado, pois os cientistas estão convictos que podem achar um método de preservar o embrião, o que no momento não é preservado e também é o motivo da briga.